
e o faz em seus pequenos desenhos mentais
uma crença no hoje de cada momento...
e quase sempre o açaí faz as vezes do seu batom
uma boca lotada de coração...
Ela não está sozinha em suas andanças...
a companhia diária do astro-rei está a dourar o olhar com ímpeto da esperança.
Ela se atira destemida na ventura da vida...
adotando um novo nome a cada prova recebe
os fogos de artíficio e os arrepios...
sem perder o riso
a dor passa de fininho
e entra por suas portas
ela corre e as abre...
mais ainda venha,
venha é por aqui...
no fundo sabe que...
é só uma visitinha...
não veio para ficar...
A menina brinca de conjugar verbos
não acredita em ser salva do dragão...
quer todo o perigo que puder...
quer a corda bamba
e todo o circo armado
quer estar no palco da vida...
encarnando o seu personagem
mas sem perder a inocência e liberdade
ela repete incansavelmente o mantra...
tudo é como é...
e está em seu devido lugar quem chega e quem vai...
fica até quando puder...
até a lição ser aprendida...
o arbítrio é do espírito...
e sofrer é uma escolha... na escola...
A menina se torna auto-consciente...
E simplesmente vibra na luz e na treva...
A cisão é coisa da cabeça... por isso ela une...
As cores todas em sua palheta...
Une todas as flores...
humanas flores em seu jardim...
Dália, Margarida, Rosa, Girassol... Papoula, Tulipa...
e tantas outras...
Reúne em uma mesa o africano, o asiático, o brasileiro, o russo,
o americano, o iraniano, o judeu, o anglicano,
o católico e tantos outros e tantas outras personagens...
são apenas vestes...
Une todos para celebrar o banquete da vida
debaixo do mesmo céu de baunilha...
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